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Flávio Moura


SANTIDADE A LUZ DA BÍBLIA

“Porque escrito está: Sedes santos, porque Eu sou santo.” (I Pedro 1.16)

“Porque escrito está!” É uma afirmação muito importante para o cristão, haja vista que tudo o que está escrito, foi escrito para o nosso proveito. Exigiria Deus algo ao homem que lhe fosse impossível? Certamente que não, caso contrário Deus seria sádico, se comprazendo com a angústia e o sofrimento do ser humano o que seria antagônico a sua essência e natureza. Partindo dessa assertiva, de que Deus não exige nada ao ser humano que lhe seja impossível, concluímos então e até com certa facilidade que é possível sim sermos santos.
            Superando essa fase, nos deparamos agora com outra fase da mesma questão que ao meu sentir reside na necessidade de analisarmos etimologicamente o que vem a ser a  palavra santo. Pois bem, as principais palavras bíblicas para santo são qadosh e qodesh, no AT, e hagios, no NT, todas as quais são de derivação incerta. Se a origem semântica  de  qadosh for aceita, talvez venha  de uma raiz que expressa “separação” ou “extirpação”, aplicada à separação ou consagração de uma pessoa ou coisa para o uso divino, e assim, eventualmente, para o estado do objeto ou pessoa assim consagrados. Hagios, no NT, é o equivalente mais próximo do hebraico qadosh (provavelmente vem da mesma origem que hagmos, que significa “puro”) e tem o mesmo pensamento fundamental de separação e, por conseguinte, de consagração a Deus.
            Uma indagação interessante que poderia ser suscitada seria: se no Novo Testamento a palavra santo tem fundamentalmente o significado de separado e sendo Deus Santo, ele estaria separado dos seres humanos? A resposta a essa indagação ao meu sentir é: sim, e concomitantemente não. Explico; quando imaginamos que Deus é intimamente superior a tudo e a todos (Ex 15.11); (Is 40.17-25), a resposta é sim, ele é, nesse contexto, separado de tudo e de todos. Todavia, quando também lembramos que por amor JESUS morreu por nós (Rm 5.6-8), percebemos claramente que a resposta a mesma indagação muda substancialmente e passa a ser não. Não, ele não está, apesar de sua infinita superioridade, separado do ser humano, na verdade ele pode e quer estar no ser humano (Jo 14.22-23); (At 17.26-28).
            Com o cristão ocorre algo semelhante, pois a mesma indagação deve ser analisada com equilíbrio e à luz da Bíblia. Somos nós separados do mundo? Penso que a resposta mais coerente a essa indagação é: não, e concomitantemente sim. É obvio que vivemos no mundo (Jo 17.11 e 15), assim sendo, nós não estamos e nem podemos ser separados do mesmo. Mas há vários textos bíblicos que nos impõe essa separação, como superar essa aparente contradição? Penso que a maneira mais eficaz de superação, nesse caso, seria a transformação da nossa mente. (Rm 12. 1,2), por intermédio do estudo da Bíblia Sagrada, (I Co 2. 15, 16) ; (Mt 23. 25 - 28), a fim de podermos afirmar: sim, é possível vivermos no mundo e sermos separados do mesmo. Pense nisso!

Pr. Flavio Gomes de Moura
Bel. Direito
Email:flaviogomesdemoura@yahoo.com.br

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