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Paulo Mororó


Sacerdote, eu?  Mas... Quem disse isto?

Observemos estas quatro citações da Bíblia Sagrada (NVI - Nova Versão Internacional):
1. “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos esperam a instrução na Lei, porque ele é mensageiro do Senhor dos Exércitos.” (Livro do profeta Malaquias: Capítulo 2 - versículo 7.).

2. “Todo sumo sacerdote é escolhido dentre os homens e designado para representá-los em questões relacionadas a Deus e apresentar ofertas e sacrifícios pelos pecados. Ele é capaz de se compadecer dos que não têm conhecimento e se desviam, visto que ele próprio está sujeito à fraqueza” – (Livro de Hebreus - Capítulo 5 – versículos 1 ao 3).

3.      “Vocês, porém, são: geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz” (Apóstolo Pedro em sua 1ª Carta – Capítulo 2 – versículo 9).

4.      “Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?” (Uma mulher samaritana – Evangelho de Jesus Cristo – Apóstolo João - Capítulo 4 - versículos 28 ao 30).

Depois que a humanidade se desligou de Deus pela prática do pecado, o próprio Deus executou um plano que dantes já havia preparado em sua PROVIDÊNCIA DIVINA. Em resumo o PLANO visava e visa religar as pessoas ao contato e a vida plena com o único Deus criador.
No decorrer dos tempos, Deus instituiu a figura do sacerdote. Este seria “escolhido dentre os homens e designado para representá-los em questões relacionadas a Deus”. Uma missão nobre, porém árdua, visto que como homem, este representante também estaria rodeado de fraquezas. O grande desafio seria aproximar e tentar religar o homem “todo-fracassado”, ao Deus Todo-Poderoso, perfeito e justo. Para isto deveria primeiramente, cuidar de sua própria relação com Deus e depois cuidar em ajudar os outros. O apóstolo Paulo, mais tarde falou assim ao jovem amigo Timóteo: “cuida de ti mesmo e da doutrina”.
Numa visão de contexto no Antigo Testamento a missão institucional do sacerdote, está ligada a uma figura específica, peculiar dentre uma multidão. Neste ambiente cada sacerdote em sua geração deve ser “capaz de se compadecer dos que não têm conhecimento e se desviam, visto que ele próprio está sujeito à fraqueza”. Bem, isto é o deveria ser. Porém muitos sacerdotes vacilaram no serviço ao qual foram comissionados. Do outro lado, muitas pessoas “não estavam nem aí” para a mensagem de Deus. Se levarmos em conta as muitas formas como Deus se manifestou, chegamos à conclusão que foram poucos os que aproveitaram as oportunidades; se tornaram “Heróis da fé” e morreram aguardando a recompensa de uma vida ETERNA religada com Deus.
No Novo Testamento, com a vinda de Cristo para salvar os homens, esta oportunidade de servir como sacerdote foi estendida a todo aquele que crê. Até mesmo uma simples mulher samaritana, recém-convertida, se tornou umas das maiores representantes neste grande plano de salvação na pessoa de Cristo. Representante sim, “em questões relacionadas a Deus”. Ela não convidou as pessoas para “curtir um lance legal”, ou “fazer um programa”, ou ainda ter uma aventura fugaz. Ela ousou desafiá-las com o seu testemunho e uma pergunta: “venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo?”. Muitas pessoas naquela cidade vieram a Cristo por causa daquela mulher.
Na Nova Aliança com Cristo todos são chamados a ser e fazer discípulos de todas as nações. O conhecimento e a prática do “sacerdócio universal” são fundamentais na fé daquele que faz parte da “geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus”. A missão desta “nação santa”, chamada de Igreja (que significa: escolhidos, tirados para fora) é ser sacerdote, a fim de interceder pelos os homens; se compadecer dos fracos, e “anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para sua maravilhosa luz”.
 É da boca do sacerdote que as pessoas esperam (“da sua boca todos esperam”) um conselho; uma oração; uma orientação; uma expressão de empatia e sentimento de quem sofre as mesmas necessidades, possibilidade e limitações.

Paulo Mororó – servo de Deus.



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