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Bispo Hermes Fernandes descreve, em artigo, evidências de supostas viagens no tempo que teriam sido registradas pela Bíblia; Entenda

Viagens no tempo são histórias contadas em livros e filmes de ficção científica, geralmente baseados na Teoria da Relatividade, escrita pelo físico Albert Einstein. Porém, o bispo Hermes C. Fernandes, doutor em Escatologia e Ciências da Religião, publicou em seu blog um artigo sobre eventuais viagens no tempo registradas na Bíblia.
Na introdução ao artigo, Fernandes reforça que, embora os textos usados como referência bíblica para seu texto sejam coerentes entre si, ele não defende a ideia de que a Bíblia registre viagens no tempo como doutrina.
“A Bíblia é um livro cheio de histórias e personagens misteriosos. Entre eles, destacamos Melquisedeque e Elias. Ambos aparecem do nada, para depois desaparecerem súbita e misteriosamente”, afirma Fernandes.
Citando Hebreus 7:1, Fernandes observa que “de Melquisedeque se diz que era ‘rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou’. Seu nome significa ‘rei de justiça’ e ‘rei de paz’”, e questiona: “Diante de todas essas evidências, que alternativa temos, senão admitir que Melquisedeque é ninguém menos que o próprio Cristo?”.
O próprio bispo menciona uma teoria que vai de encontro à sua, mas que difere em determinado ponto: “Alguns teólogos afirmam que Melquisedeque seria uma espécie de Teofania, uma manifestação de Cristo pré-encarnado. Ora, se isso fosse verdade, Melquisedeque não surgiria como um ser humano, de carne e osso, e sim, como um espírito”, pontua.
“Creio que Melquisedeque era o próprio Jesus, em carne e osso, trazendo conSigo o DNA de Maria, Sua mãe terrena. Aquele corpo que segurava o pão e o vinho oferecidos a Abraão, era o mesmo que segurou o pão e o vinho na noite da Santa Ceia. Como isso seria possível se todavia Jesus não havia encarnado? Ora, Jesus não encarnou mais de uma vez. Foi na Plenitude dos tempos que Ele Se fez carne, e habitou entre nós. Apesar disso, afirmo que foi com Cristo que o patriarca Abraão se encontrou naquele dia. Isso é testificado pelo próprio Jesus, ao declarar: ‘Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se’”, escreveu Fernandes, citando a passagem bíblica de João 8:56.
Hermes Fernandes apresenta sua teoria de viagem no tempo: “Se Melquisedeque é Cristo, e este só Se fez carne uma vez, logo, como se explicaria a aparição de Melquisedeque/Cristo como uma pessoa de carne e osso muitos séculos antes da encarnação? Seria apenas uma ilusão de ótica? Ou, quem sabe, uma espécie de holograma? Creio que não! Não poderia o Filho de Deus ter viajado no tempo, voltando dois mil anos, até os dias de Abraão, para apresentar-Se ao patriarca? A menos que não creiamos que para Ele tudo seja possível, isso me parece factível”, afirma.
Sobre o profeta Elias, o bispo afirma que o “profeta excêntrico surge repentinamente na História, em um momento de grande crise espiritual em Israel” e é descrito como “tisbita”, mas que nada na Bíblia é relatado sobre esse termo, que poderia ser uma referência à sua origem.
“Diz-se que Elias era dos moradores de Gileade. Embora exista um lugar com esse nome nas Escrituras, Gileade significa ‘região rochosa’. Ele era proveniente das montanhas. Tal dado só acrescenta mistério à figura do profeta. Ele era um homem das cavernas, das montanhas. Ele não tinha casa, família, trabalho, ou qualquer ligação com aquele mundo, com aquele tempo”, observa o bispo.
Novamente, Fernandes apresenta sua tese de viagens no tempo que foram registradas pela Bíblia, e desta vez, inclui outros personagens, além de Elias: “Suas atividades como profeta, duraram cerca de 7 anos, e terminaram abruptamente, quando foi tomado por um redemoinho, diante do olhar de várias testemunhas (ao todo, 51 pessoas, entre Eliseu e os filhos dos profetas). Para onde foi Elias? Pro lugar e tempo de onde teria vindo! Mas antes de voltar para o ‘presente’, ele fez uma breve escala no ‘futuro’. O redemoinho que o levou, o aterrissou no monte, para uma breve conferência com Jesus e Moisés, no evento que ficou conhecido como ‘Transfiguração’. Elias ziguezagueou no tempo, indo ao passado, depois ao futuro, e retornando ao presente para poder experimentar a morte como todo ser humano”, teoriza o bispo, incluindo o líder do Êxodo na história.
A tese se torna ainda mais complexa nesse ponto, pois Moisés morreu, “e acerca disso a Bíblia não deixa qualquer dúvida”, frisa Fernandes. “Se Moisés realmente morreu, a ponto do Arcanjo Miguel disputar seu corpo com Satanás, como se explica a sua aparição no Monte da Transfiguração, em conferência com Jesus e Elias? Creio que uma resposta possível seja a viagem no tempo. Durante o tempo em que Moisés passou no monte Sinai, Deus poderia tê-lo transportado para o futuro, para participar daquele extraordinário evento”, sugere.
A explicação da sugestão de viagem no tempo do bispo Hermes C. Fernandes vem do diálogo entre Deus e Moisés no Sinai, e permitiria inclusive, compreender como  líder israelita teria escrito o livro de Gênesis.
“Vamos relembrar a experiência de Moisés no Monte, quando pediu que Deus lhe mostrasse a Sua glória. Talvez haja ali alguma pista que confirme a nossa suposição. O texto diz: ‘Então disse Moisés: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor. Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer’[ Êxodo 33:18,19]. O que Deus quis dizer com fazer passar toda a Sua bondade perante Moisés? No texto original, a palavra traduzida por ‘bondade’ é TOV, a mesma usada em Gênesis 1, toda vez que Deus avalia a Sua obra: ‘E viu Deus que isso era BOM’ (TOV). Fazer passar todo o Seu BOM diante de Moisés, talvez signifique fazer um retrospecto da história, revelar-lhe toda a criação, pois é por meio dela que a glória de Deus é manifestada. Em um ínfimo lapso de tempo, Moisés testemunhou toda a criação, desde o primeiro TOV, até a última avaliação, quando Deus viu que tudo o que tinha feito era MUITO BOM (TOV MEOD). Moisés virtualmente viajou no tempo e no espaço, para assistir ao espetáculo da Criação, a fim de relatá-lo para nós. E quanto à frase ‘te proclamarei o nome do Senhor’? Creio que ali lhe fora revelado o nome que é sobre todos os nomes, o nome de Jesus. E mais: creio que Moisés foi levado a um encontro pessoal com o portador desse nome no episódio da Transfiguração [...] Moisés pôde assistir in loco, à manifestação de uma graça que só se revelaria plenamente em um futuro distante. Ele literalmente viajou no tempo e no espaço”, propõe o bispo Fernandes em sua complexa tese.
No texto publicado originalmente pelo bispo Hermes C. Fernandes em seu blog, há mais detalhes sobre a tese – que ele não impõe como doutrina – de viagens no tempo registradas na Bíblia, e cita ainda, uma relação entre João Batista e a origem do profeta Elias, e evidências no próprio texto sagrado de que ambos sejam um só. Para ler a íntegra do texto, acesse este link.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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