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Ministério Público investiga denúncia de que “traficantes evangélicos” estariam proibindo cultos de religiões afro em comunidades

Uma denúncia de que traficantes que se declaram evangélicos estariam proibindo cultos de religiões de matriz africana nas comunidades de Vaz Lobo e Vicente de Carvalho, zona norte do Rio de Janeiro, será investigada pelo Ministério Público e pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR).
A denúncia relata que centros espíritas estariam sendo invadidos e seus frequentadores ameaçados por usarem roupas brancas. Os autores das agressões se apresentam como integrantes do tráfico de drogas e ordenam o fim dos trabalhos nos locais.
Ivanir dos Santos, presidente da CCIR, afirmou que a situação é recorrente: “Isso não começou hoje, vem desde 2008. Precisávamos conversar neste momento com o Ministério Público para conseguir uma atuação mais concreta. Amanhã [quarta-feira, 04 de setembro] vamos levar um documento para entregar ao ministério e pretende-se instaurar uma ação civil pública para que possa haver uma investigação de tudo que pode estar por trás deste tipo de atitude”, declarou.
O procurador Márcio Mothé afirmou que a denúncia é grave e deve ser apurada: “A comissão vai nos entregar um documento que encaminharemos aos promotores da Tutela Coletiva de Cidadania e pretende-se que seja instaurado um inquérito civil para que o promotor da área possa identificar os locais onde estão ocorrendo maior intolerância. Há a notícia grave de que seria o tráfico e uma determinada religião influenciando, fazendo uma pressão em detrimento de outro. Isso será apurado e o Ministério Público tomará as providências cabíveis a partir disso”.
Já o delegado Henrique Pessoa, responsável pelo núcleo de combate à intolerância religiosa, observou que a postura do Ministério Público em dar atenção a esse tipo de situação é sinal de avanço: “Acredito que é uma atuação muito oportuna, vai ter um aspecto emblemático e didático muito forte. É uma tentativa que vem ocorrendo há seis anos, tentando mostrar que o Estado está ciente, está realmente observando o fato com a devida relevância, porque muitas vezes as pessoas tendem a achar que o fato é de menor relevância, quando isto envolve uma dimensão única da pessoa, qual seja sua escolha religiosa”, pontuou, segundo informações do portal Terra.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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